Soneto pleno

Quem quer que veja, no seu olhar
Quem quer que seja, paralisar
Teu olhar no meu, até outro olhar
Até outro “até”, até outro amar

Quem quer que venha, saiba morar
Numa caixa de retalhos, saber guardar
Meu sabor nos seus, lábios pousar
Noutras circunstâncias, saber voltar

Quem quer que ame, não desgrudar
Aos tropeços do acaso, equilibrar
Até não dar mais, enquanto durar

Quem quer que vá, saber deixar
Sem se doer, sem se afastar
E noutro solo, se replantar.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s