Escape

Não deveríamos lutar pelo amor
Que amor é esse que não pode ficar
Que no espelho, intenso, quer ferir teu pudor
No lugar do agora, quer fazer esperar

No olhar passado, não pode esquecer
No lugar do sempre nunca quis estar
Prefere a solidão que se deixar querer
Num oceano infinito, a afundar

Num trem imenso, a seguir
Nos vagões tormentos, a se olhar
Num balão sem vento, a cair
A cair no eco do lembrar

De todo caos, se despedir
E em outros planos, se encarar
Sem olhar futuro, explodir
Válvula de escape, não pensar.

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